O Tango vem se destacando muito rápido na cena underground. Muitas pessoas tratam como um projeto, e outros chamam de banda mesmo. Afinal, o que é e quem faz parte do BAILA TANGO? Lierson Mattenhauer: Bom... Baila Tango é o nosso slogan, nosso meio de chamar alguma atenção das pessoas. Tango é a banda. O Projeto Baila Tango é tudo o que aconteceu antes de a banda ser formada, um projeto que acabou virando uma banda. É formado por pessoas diferentes das que formam a banda Tango, mais que sempre estão juntos em tudo.
Philipe Varro : Seguinte, o Baila Tango são pessoas que, além de músicos, são também muito amigos, e que juntas criaram um projeto inovador na cena!
E o que diferencia vocês de todas as outras bandas nacionais?
LM: Bom... Creio que tudo que diz respeito a banda Tango já é diferente do que estamos acostumados... Desde o figurino, os instrumentos, o jeito no palco, as músicas totalmente diferente das que pipocam por aí, os elementos que integram todo o espetáculo da banda, como eletrônico, percussões e até sons de circo. E principalmente os anseios e as idéias.
PV: Penso que nos diferenciamos nos trajes, na musicalidade e performance no palco!
Acho que no Brasil são poucas as bandas que além da música buscam criar um conceito como cenário, figurino etc. Já na gringa quase todas fazem isso... Sabem me dizer por que aqui não acontece isso?
LM: Acho que é principalmente porque artes como a cênica e a música são para poucos no Brasil... Principalmente os estudos destas artes... Na gringa, todo mundo estuda música e teatro na escola, desde moleque... Já tem uma idéia de como aplicar isso caso precisem... Aqui o pessoal ainda é meio bitolado em alguns aspectos, como estes. Quem tenta mudar, apresentando algo mais cênico ao seu show, ou se destaca, ou é ridicularizado.
PV: A própria cultura de lá ja dá um estímulo para que se faça a arte sabe? Mesmo o rockenroll de lá já tem uma puta produção por trás, seja em show ou figurino!
A música de vocês tem uma grande influencia fora do rock. Quem ainda não ouviu o Tango, o que está perdendo?
PV: Está perdendo um rockenroll de alta qualidade misturado com uma coisa mais caliente (hehehe).
LM: Está perdendo a chance de abrir a cabeça para novos tipos de sons e influências musicais... A música é um grande campo, na qual é possível que se faça diversas misturas, sem perder a essência. Misturamos rock com bandoneon, orchestra, coro, violão portenho e percussão, música de circo, marchinha, e nem por isso deixamos de ser uma banda de rock... Quem não ouve está perdendo a chance de conhecer novas vertentes musicais.
E para ouvir, já tem um disco rodando por aí?
LM : Então, o disco está naquela entediosa, porém necessária, fase burocrática de negociações... Creio eu que no primeiro semestre de 2007, se deus quiser e tudo der certo, estaremos com o disco aí na praça e com bastante novidades... Pra quem quiser conhecer pelo menos um pouco do nosso som, é só ouvir no Trama ou no MySpace: http://www.myspace.com/bailatango http://www.tramavirtual.com.br/tango
Vocês recentemente participaram do programa YaDog (MTV), como banda preferida dos produtores Toddy. Como rolou isso aí?
LM: Porra... Isso foi uma parada sensacional... Mandamos nosso trampo pro Projeto Produtores Toddy, aí o Edu-K, um puta produtor e que se tornou grande amigo nosso, ouviu, e amou nosso som. Elegeu o Tango a "Banda do Ano", e fez um post falando de nós que realmente nos deixou extremamente orgulhosos. Depois disso ele nos levou para uma entrevista no YaDog! pra falar da banda e tal... São coisas muito fodas que estão acontecendo e dando mais e mais credibilidade e notoriedade à banda.
Mas ainda tem coisas por vir relacionado ao projeto Toddinho?
LM: “Todinho?” RS* Tem sim, muita coisa legal mesmo. Só que isso é coisa em negociação, coisa muito boa em negociação que não podemos falar agora pro público... mas ano que vem, aguardem!
PV: Existe muita coisa vindo por ae, mas ainda não podemos falar.
LM: Foi exatamente isso que eu falei ow.
Eu acredito que a febre do EMO chegou ao fim... Ou pelo menos caiu muito. Vocês conseguem me apontar o culpado de tudo isso? Muitos dizem que foi o MP3, a mídia, o preconceito... Eu acho que já estou com saudade dos meninos de franja!
PV: Creio que não! E nem nos importamos se isso acabe ou não! Não fazemos um som para agradar exatamente a um público, vocês podem perceber que nosso som não é um som pra definir em um gênero. Fizemos muito esse som pensando em NÓS MESMOS, pensando em agradar a nós e agradar ao público, independente de ser emo ou não.
Lm: Bom, eu acho que como uma moda passageira, a febre emo acabaria mesmo, como acabou a febre das boy bands, das Spice Girls, do KLB, do Calypso e de uma monte de coisa... Isso é bom, porque o publico que gostava de emo, ou seja lá o que isso signifique, vai começar a abrir a cabeça pra coisas novas, e é ai que agente entra... Se mp3, mídia ou seja lá o que for, for o culpado, eu não tenho certeza, mais a única coisa que eu sei é que, como toda "fase", uma hora iria mesmo acabar.
A maioria das banda que eu já entrevistei nunca souberam me reponder com 100% de certeza está pergunta, então vamos ver se vocês conseguem. Quais são os objetivos da banda, chegar aonde, major ou underground... ?
Pv: Minha pretenção é que minha música toque em todo lugar! E bem mais que undergrond. Que músico viveria de uma banda no undergrond?
LM: Bom, eu tenho um objetivo convícto comigo que eu quero viver de música...Estudei muito tempo, ralei muito pra conseguir tornar esse disco realidade... Os nossos planos são tocar em TUDO quanto é lugar, levar nosso nome e nossas músicas pra boca de quantas pessoas pudermos, pra que possamos viver disso... E infelizmente no Brasil o underground é só o passo inicial, mas não a zona de conforto...
E o que rola no toca discos de vocês, que colabora para toda essa riqueza musical?
Lm: Bom... muita influência. De Page e Plant a Gardel e Piazolla... De tudo que se possa imaginar... Gotan Project, Incubus, Foo FIghters, Muse, Queen of Stone Age, Los Hermanos... Muitas coisas que sempre soou bem e aplicamos isso em cima de nossas idéias.
Agora para encerrar vamos fazer assim: o Philipe Varro fala uma palavra e o Lierson responde com o significado dela para o Tango.
Phil Varro: Música.
Lierson: Tudo que diz respeito a mim e meus irmãos do Tango nossa vida.
Phil: Projeto Baila Tango
Lierson: Toda dedicação, inspiração, suor, amor, inspiração... e a voz de nossos pensamentos. É Filipe e Daniel Pampuri, Philipe Varro, Marcelgo Klemig e Lierosn Mattenhauer.
Phil: Banda.
Lierson: Marcleo Sampaio, Philipe Varro, Lierson mattenahuer, Ady Takaki e Nan Tavares. Sem eles, nada disso seria possível.
Phil: Palco.
Liersn: O resumo de todos os nossos anseios... onde nos sentimos a vontade e passamos o que melhor sabemos fazer...
Phil: Suor.
Lierson: O resultado daquilo que mais gostamos de fazer... Sem suor, não tem sentido.
Phil: Público.
Lierson: Aquilo que nos faz querer seguir em frente...O que nos dá mais alegria de subir no palco. Nada paga uma pessoa cantando sua música.
Ae! Agora o espaço fica para vocês mandarem beijos...
Bom, primeiramente agradecer a todo mundo que sempre nos apoiou e nos ajudou em tudo... Filipe e Daniel Pampuri, e Luiz Moraes do Estudio C4, Agradecer a galera do Drive-In e Level Nine per sempre estarem lado a lado com a gente! Ao Monaco, nosso produtor, aos nossos companheiros de banda, pro EduK e pro Rossato pela grande força, e pro nosso público, pois sem vocês, não seríamos nada! Muito obrigado!